Obras do novo sistema de captação de água em Pará de Minas estão 85% concluídas

por GeoHydroTech Engenharia em 09/Jul/2019
Obras do novo sistema de captação de água em Pará de Minas estão 85% concluídas

As obras de construção do novo sistema de captação de água de Pará de Minas estão 85% concluídas. A afirmação foi dada ao G1 pela assessoria de comunicação da Vale, na última quinta-feira (04).

De acordo com a assessoria da empresa, a primeira parte das obras foi concluída no dia 16 de maio. A conclusão total da obra está prevista para março de 2020.

O trabalho foi iniciado após a Vale assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Município no dia 18 de março de 2019, quando o Rio Paraopeba, principal fonte de captação de água de Pará de Minas, foi afetado pela lama decorrente do rompimento da Barragem 1 da Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho.

Em abril, a Prefeitura informou que as obras estavam 70% concluídas. Em nota, a Vale afirmou à reportagem que está desenvolvendo um Projeto Executivo, que tem um prazo de entrega de 90 dias contados a partir da data de assinatura do TAC.

Em maio, a assessoria da Prefeitura de Pará de Minas informou que a construção da adutora do Rio Pará deveria ser iniciada em junho. Procurado pelo G1, o município informou que não há novidades no caso. Já a Vale não respondeu ao questionamento feito pela reportagem sobre a obra.

A reportagem também entrou em contato com a Águas de Pará de Minas, concessionária responsável pelo abastecimento da cidade, e foi informada que até o momento o abastecimento está normalizado.

Atualmente, conforme a concessionária, o abastecimento do município é feito a partir de três ribeirões: Moreira, Cova Danta, Paciência e Paivas

Obras

O reservatório de água existente nos ribeirões Moreiras e Cova Danta foi interligado a uma adutora da concessionária Águas de Pará de Minas. A assessoria do Executivo informou que a extensão total da interligação entre o reservatório e a adutora é de 850 metros. A Vale tem até o dia 15 de maio de 2020 para finalizar as obras da adutora.

Segundo a empresa, a adutora que será construída no Rio Pará terá 48 km de extensão e a vazão da água será de 284 l/s, mesmo volume utilizado pelo município antes do rompimento da barragem de Brumadinho.

Ainda segundo a Prefeitura, além da adutora, também está em construção uma linha de transmissão de energia elétrica para colocar o novo sistema em funcionamento. A Vale afirmou que estas obras e a perfuração de novos poços artesianos estão em andamento e devem ser concluídas até o período acertado.

TAC

O TAC prevê que a Vale faça a captação de água para o município a partir do Rio Pará. Para tanto, será construída uma adutora de 47 km de extensão. Além disso, será feito um reservatório com, no mínimo, 50 milhões de litros d’água para suprir as necessidades de abastecimento do município durante o período de estiagem.

Segundo o prefeito de Pará de Minas, Elias Diniz (PSD), funcionários da Vale foram até o Ribeirão dos Moreiras, na zona rural da cidade, para construir uma canaleta que direcionará a água para um novo reservatório no início de março.

Em março, o município afirmou que a expectativa era de que o local estivesse funcionando em até 60 dias. Já a adutora deve ser construída até 15 de maio de 2020. De acordo com o prefeito, o descumprimento parcial ou total da TAC implica em uma multa diária de R$ 100 mil à Vale.

Análises

No dia 4 de fevereiro, uma análise feita por uma equipe da Fundação SOS Mata Atlântica confirmou que o Rio Paraopeba estava morto no trecho que corta Pará de Minas.

Para tentar conter os rejeitos, a Vale instalou três barreiras de contenção ao longo do curso do rio na cidade. No entanto, a análise revelou que as barreiras continham apenas 95% dos rejeitos.

No mesmo dia, o prefeito Elias Diniz decretou situação de emergência em Pará de Minas devido aos prejuízos causados pela contaminação da água.

O relatório final das análises feitas pela equipe da Fundação, divulgado no dia 27 de fevereiro, revelou a presença de metais pesados na água do rio e afirmou que a água do rio estava imprópria para consumo em uma extensão de 305 km.

Fonte: G1

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