Defesa Civil de MG define diretrizes para a elaboração de estudos de ruptura hipotética de barragens de mineração

por Hugo Rocha em 26/Aug/2019
Defesa Civil de MG define diretrizes para a elaboração de estudos de ruptura hipotética de barragens de mineração

Através do Ofício Circular 02-2019 GMC/CEDEC, a Defesa Civil de Minas Gerais solicitou às empresas mineradoras informações complementares ao PAEBM (Plano de Ações de Emergência de Barragens de Mineração), além de ter encaminhado um Termo de Referência com diretrizes para elaboração de estudos de ruptura hipotética de barragens (“dam break”).

Dentre os itens definidos nesse ofício, destacam-se os seguintes:

• Caracterização do reservatório;

• Caracterização geotécnica dos rejeitos depositados no reservatório;

• Definição dos modos de falha, entre piping, galgamento e liquefação;

• Consideração do pior cenário possível de ruptura;

• Levantamento topográfico detalhado da área a jusante das barragens;

• Elaboração das simulações de propagação das ondas de cheia através de modelo bidimensional (2D);

• Elaboração de mapas de inundação para cada cenário a ser considerado;

• Delimitação da ZAS (Zona de Autossalvamento) e informação do tempo de chegada da onda de cheia no primeiro ponto que seria impactado;

• Identificação em mapa das edificações mais sensíveis (escolas, hospitais, postos de saúde, creches, quartéis, delegacias, fóruns, unidades prisionais, hotéis e pousadas);

• Identificação e localização de moradias, com o número de pessoas que seriam afetadas;

• Identificação e localização de estações de captação e tratamento de água;

• Lista com identificação e localização de pessoas com dificuldade de locomoção;

• Mapa por ponto de encontro, informando o tempo de chegada da onda de cheia, as rotas de fuga e definindo as áreas da comunidade que se deslocarão para cada ponto e o número de pessoas esperadas;

• Indicação de rodovias federais, estaduais e vias urbanas com grande circulação de veículos que poderiam ser interditadas, bem como a indicação de rotas alternativas;

• Lista com identificação e localização de animais por residência ou propriedade rural;

• Lista com identificação e localização de sítios arqueológicos e monumentos históricos;

• Elaboração de planos de mitigação de impacto em caso de ruptura;

• Cronograma com datas e localidades onde serão realizados exercícios simulados de evacuação de áreas de risco.

Muitas dessas ações já eram consideradas como praxe, mas há algum tempo já era consenso na comunidade da mineração e das empresas de consultoria que faltavam diretrizes ou normativas que tentassem estabelecer um padrão mínimo para os estudos de ruptura hipotética. Então essa iniciativa da Defesa Civil de MG é muito bem vinda e pode ser a fagulha que faltava para a elaboração de uma norma para esses estudos, cuja importância fica cada vez mais clara.

A GeoHydroTech foi uma das primeiras empresas do Brasil a prestar consultorias na área de Segurança de Barragens e a elaborar estudos de ruptura hipotética de barragens (“dam break”), mesmo antes de ser obrigatório por lei. Temos uma equipe extremamente competente e experiente no assunto e ferramentas para elaborar as simulações através de modelo bidimensional, como RiverFlow2D, da Hydronia, e o HEC-RAS 5.0, da USACE.

Portanto, caso tenha que providenciar estudos de ruptura hipotética de barragens conforme agora exige a Defesa Civil de MG, não deixe de nos consultar.

Hugo Rocha

Engenheiro Civil pela UFOP, Mestre em Hidráulica e Saneamento pela USP. Experiência na elaboração de projetos de novas barragens para armazenamento de água e rejeitos de mineração, estudos hidrológicos e hidráulicos, auditoria de segurança em barragens existentes, Planos de Segurança de Barragens (PSB), Planos de Ações de Emergência (PAE) e estudos de ruptura hipotética de barragens (Dam Break).

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